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CBF e clubes da Série A e B aprovam novas regras para o futebol brasileiro

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Em reunião realizada nesta segunda-feira (10) entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e representantes dos clubes das Séries A e B, foram aprovadas novas regras para o futebol brasileiro. As mudanças passam a valer a partir da próxima rodada dos dois campeonatos, incluindo a Copa do Brasil (masculina e feminina) e Feminino A1. A maioria das regras já foram aplicadas na Copa do Mundo 2026 e visam principalmente coibir o antijogo e a cera. Entre as novidades estão a Lei Vini Jr e o atendimento médico ao goleiro durante o jogo. Confira.

O principal ponto na análise das novas regras foi o tempo de bola rolando, reduzido em razão do excesso de faltas, demora para a execução das cobranças e a “enrolação” no momento da reposição da bola em jogo, a chamada “cera”.

“Esta é mais uma reunião que, como é prática desta gestão, se baseia no diálogo e acontece de forma democrática. Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento, discutindo a implementação das regras que já foram utilizadas na Copa do Mundo.”, declarou o presidente da CBF, Samir Xaud.

“Faz parte da reestruturação do futebol brasileiro. Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes, das federações, cada um fazendo seu papel”, completou.

Confira as novas regras:

1. Cinco segundos para arremesso lateral

Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.

2. Cinco segundos para cobrar tiro de meta

Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.

3. Dez segundos para deixar o campo em substituições

Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.

4. Um minuto fora após atendimento

Atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.

5. Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto

Treinador indica quem cumpre o minuto fora.

6. Somente o capitão fala com o árbitro

Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.

7. Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr)

Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.

8. Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo

Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.

9. Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027)

Decisão do escanteio é revertida pelo VAR se puder ser alterada imediatamente e sem atrasar o reinício.

Segundo a CBF, Comparando outros dados do futebol brasileiro com os das principais ligas globais, o estudo identifica formas de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos de bola rolando por jogo, ajustando itens como a marcação de faltas, o tempo levado para reposição da bola em jogo, a duração dos atendimentos médicos e as checagens de VAR e impedimento semiautomático.

Fontes: CBF/Ge/ESPN

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