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Templários (Parte I)

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Há algum tempo venho pesquisando sobre a Lendária Ordem dos Templários. Não obstante ao flagrante interesse da mídia moderna pelo assunto, há farta a Literatura sobre o tema e são muitos os filmes produzidos envolvendo histórias e lendas dos tempos medievais. Haja vista o sucesso do livro e também do filme Código da Vinci. Em minhas normais “garimpagens” na Grande Rede, me deparei com um registro de Graziella Beting, no site História Viva. A informação não é recente (Janeiro/2008), mas pelo que me consta a liberação dos arquivos secretos sobre o Processo contra os Templários de que trata a matéria, o fato já ocorrera em outubro/2007.

Entretanto, como diz Graziella, continua inacessível, pois um único exemplar do processo, custa R$ 15 mil. “Durante um longo tempo julgou-se que tais documentos haviam-se perdidos, mas uma pesquisadora chamada Barbara Frale, da Universidade de Veneza, os encontrou nos arquivos do Vaticano”.

Reza a história que um escritor chamado Étienne Boluze em sua obra, A vida dos Papas de Avignon, (Vital Paparum Avenionensis), citara um documento chamado Pergaminho de Chinon, onde consta a absolvição dos Templários pelo Papa Clemente V, em pleno século XVII. Cópia autenticada é encontrada sob a denominação: archirum Arcis Amarium D 218, e o pergaminho original sob a referência D 217. Levando-nos a crer que seriam estes os tais arquivos secretos. Neste pergaminho, constaria a Ata da reunião do Papa, com um certo número de cardeais. Cujos registros constariam a sentença de absolvição de Jacques de Molay, último grão-mestre da Ordem, e de seus companheiros. “Com essa revelação, reforça-se a tese que a queda da Ordem do Templo”, ou da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, como se chamara primeiramente, se esvaziaria por si só. Comprovadamente, há um grande acervo sobre os feitos e conquistas desta nobre Ordem, cujo propósito seria proteger a Terra Santa em Jerusalém, na época das Cruzadas.

Nesta ocasião ocorrera a reconquista do Santo Sepulcro pelos muçulmanos. Mas até então, sabe-se que os Templários se constituíram em uma força militar-econômica-religiosa, que viria a despertar a inveja e o ódio de reis e papados, cuja ganância levaria ao maior complô já registrado pela história, na chamada Santa Inquisição.

Segundo a história, entre absolvição, condenação, prisão, acusações e torturas, existem três personagens importantes nos destinos da Ordem dos Templários: o próprio papa Clemente; Felipe IV, rei da França na época; e Guilherme de Nogaret, principal membro da corte do rei, que atribuíra aos Templários o fracasso das Cruzadas. Muitos escritores, muitos filmes, sites, Blogs, muitos trabalhos sob o ponto de vista acadêmico, obras recentes, mostram uma verdadeira obsessão pelas origens e lendas das organizações medievais. A propósito, isso se tornou para mim, um dos meus hobbys preferidos. No momento, viajo na obra de Zé Rodrix, Esquin de Floyrac – o fim do Templo, volume III da trilogia do Templo.

Uma coisa fica clara agora: existia um relacionamento intrigante entre Templários, papas e reis, naquela época. Naturalmente uma “guerra” pela detenção e supremacia do poder de um sobre os outros para a dominação de todos os homens.

Voltaremos ao assunto.

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