“A operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, deflagrada nas primeiras horas deste sábado (3) e que culminou com a prisão do venezuelano Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores, não deverá ter qualquer reflexo na Copa do Mundo de 2026, que começará em pouco mais de cinco meses e será organizada em conjunto por EUA, México e Canadá” – A reportagem é de Marcio Dolzan, no LANCE!.

Assim que a notícia do ataque norte-americano ao país da América Latina, analistas esportivos de diversos países lembraram que o fato poderia ter reflexos na realização do Copa do Mundo 2026, a ser realizada em junho deste ano em conjunto com EUA, México e Canadá. Lembraram em postagens através das redes sociais, que no início de 2022, a seleção da Rússia foi punida pela invasão à Ucrânia. A Federação russa acabou sendo excluída das eliminatórias européias e por conseguinte, ficou fora da Copa do Mundo do Catar daquele ano e do Mundial deste ano. Porém, alguns pontos tornam o caso da Rússia em 2022 diferente deste de agora com Estados Unidos e Venezuela, diz a reportagem.
À época das eliminatórias européias da Copa do Mundo no Catar, a Rússia teria a seu primeiro jogo da respescagem contra a Polônia. E quem vencesse iria enfrentar o vencedor de Suécia x República Theca por uma vaga no Mundial. Em protesto contra a invasão à Ucrânia, informou à Fifa que não entraria em campo para jogar contra os russos. Da mesma forma, suecos e tchecos também declararam que não jogariam contra a Rússia. Então, Fifa e Uefa decidiram esperar a data dos jogos para aplicar a regra do WO, ou excluir a Rússia das Eliminatórias.
Assim, as duas entidades anunciaram em 28 de fevereiro de 2022, que “todas as equipes russas, sejam elas seleções nacionais ou clubes, ficarão suspensas da participação em competições da Fifa e da Uefa até novo aviso”. Ou seja, em 2022 a Fifa excluiu a Rússia do torneio que classificava para o Mundial, e não da Copa do Mundo. Naquela ocasião, a entidade máxima que comanda o futebol no mundo agiu a partir da manifestação formal de três federações filiadas, além da Uefa. Porém, até o momento, não há nenhuma manifestação formal de países classificados para a Copa do Mundo de 2026 em protesto pela ação dos Estados Unidos contra a Venezuela.
A reportagem lembra que, nem mesmo países que não mantêm boas relações diplomáticas com os Estados Unidos, e cujas seleções já estão classificadas à Copa do Mundo, demonstraram desejo de não disputar a Copa do Mundo 2026. Nem mesmo o Irã, que se negou a enviar delegação para o sorteio dos grupos, mas vai participar normalmente do Mundial que começa em junho.
Contudo, a realização ou não da Copa do Mundo 2026 depende dos EUA, que sediará 78 dos 104 jogos do Mundial 2026, inclusive todas as partidas das quartas de final. Além disso, contratos envolvendo bilhões de dólares cpom empresas e patrocinadores inviabilizam mudança de sede faltando pouco tempo para o início do torneio. Leve-se em conta, o fato que, como manda o regulamento da Fifa, a seleção do país que recebe a competição tem vaga garantida.
ncluindo todas as partidas a partir das quartas de final. Além disso, bilhões de dólares em contratos já firmados com empresas e patrocinadores inviabilizam mudança de sede, principalmente restando poucos meses para o início da competição. E, como manda a tradição e os regulamentos da Fifa, o país que recebe o torneio tem vaga garantida.
Entretanto, a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela não exime a Fifa de um constrangimento: no mês passado, o presidente da entidade, Gianni Infantino, entregou ao presidente americano, Donald Trump, o primeiro Prêmio da Paz da Fifa. – O senhor sempre poderá contar, Sr. Presidente (Trump), com o meu apoio, com o apoio de toda a comunidade do futebol, para ajudá-lo a fazer a paz e a prosperar no mundo inteiro – disse Infantino na ocasião.
Enquanto alguns líderes de nações apoiaram a ação do governo Trump, vários outros consideraram a operação que prendeu Nicolás Maduro como uma “agressão”. A reportagem do LANCE! procurou contactar a Fifa, mas até o momento não houve retorno da entidade sobre o assunto.

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