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Política: “É pouco, mas é meu”. Por Fernando Brito

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www.seuguara.com.br/bolsonaro/manifestação/bolsonaristas/

Por Fernando Brito* – Não são tão poucos que permitem à direita convencional aspirar aparecer com outra solução, nem tantos que possam manter o país na insensatez em que está mergulhado.

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A quantidade de manifestantes bolsonaristas pró-golpe que se reuniu hoje [1º/05] em algumas capitais mostra que, petrificada pelo ódio fundamentalista e por um fanatismo religioso medieval, mostra que, o “núcleo duro” do bolsonarismo está longe de desaparecer.

Jair Bolsonaro, do alto do helicóptero das Forças Armadas, criam, está satisfeito como um pecuarista ao observar seu rebanho. Mingua, é fato, mas está marcado, amansado, obediente a seu berrante presidencial, suja qual for a loucura que diga. 

Estão convencidos de que o comunismo está à porta, que a pandemia é ideológica, que a China está por invadir-nos e que Messias, o Bolsonaro, é o enviado de Deus. 

Seu caminho é o da radicalização e a intolerância é seu estandarte. 

Não existe a possibilidade de uma saída pela “não-polarização”, pois a polarização está dada pelas forças que hoje dominam o poder político no país. 

Tornou-se impossível – e as camisetas “100% Bolsonaro” o demonstram – ser “meio-bolsonarista”. 

Como ensinar que, para haver aqui um capitalismo selvagem, é preciso de selvagens no poder. 

É por isso que vai se desfazendo a perversa e mortal armação que se fez para tirar o Brasil do caminho da razão.

Não há razão possível quando se desperta uma turba de insanos. 

Não há terceira via possível a isso. 

*Fernando Brito é jornalista e editor do blog Tijolaço

Imagem: reprodução

[Ricardo Semler diz que “3ª via é miopia” e que “animador de auditório” não resolverá nada: “A ideia de aproveitar caras novas para insuflar ar fresco num setor sórdido não e nova. E nunca deu certo. Acelera-se agora a corrida por um salvador da pátria, alguém que evite essa “escolha perversa”. Serve o Luciano Huck, mas serve também o Danilo Gentilli – em breve, o Felipe Neto. 

(…)

O Brasil só tem uma solução: redistribuição de riqueza enquanto cresce e não depois. Seja por impostos sobre fortunas, seja por pisos mínimos de seguridade social. Este é um país que precisa de caminhos socializantes, no sentido europeu.”]

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